Moda sustentável e consumo consciente: entenda os conceitos!

Moda sustentável e consumo consciente: entenda os conceitos!

Quem acompanha as novidades do universo fashion, já deve ter reparado: de tempos em tempos, as grandes marcas — nacionais e internacionais — lançam uma série de tendências de roupas, sapatos e acessórios. A ideia é fazer com que a população sempre se vista de acordo com a sua época. No entanto, essa produção desenfreada de produtos pode causar diversos problemas, seja para o meio ambiente ou para o seu bolso, levando muitas pessoas a investirem na moda sustentável e consumo consciente.

Nos últimos tempos, este tema tem surgido com frequência na mídia, entre os profissionais da área e, principalmente, na mente dos consumidores. Ou seja, a tendência da vez é “pensar verde”. Mas afinal, o que isso significa e como colocar tal conceito em prática em nosso dia a dia?

Podemos garantir que esse processo é muito simples: basta se aprofundar no tema e seguir algumas práticas super acessíveis e que foram pensadas exclusivamente para que o nosso ecossistema funcione de forma eficiente. Curtiu? Para saber mais, confira já a leitura e mergulhe de cabeça no assunto!

Tudo sobre moda sustentável

Quando se fala de moda sustentável e consumo consciente, as pessoas costumam pensar que ambos os termos significam a mesma coisa. Nada disso! Cada qual possui a sua finalidade e, por isso, a nossa primeira dica é que você entenda — muito bem — qual é essa diferença. Que tal?

Para começar, vamos falar um pouco sobre a chamada moda sustentável. Em linhas gerais, essa versão da moda tem como objetivo reduzir o número de poluentes e resíduos originários dos processos de produção de roupas, calçados e acessórios. A intenção é que essa atitude consiga reduzir o impacto negativo que esses elementos causam ao meio ambiente.

A origem do conceito

Com o crescimento populacional mundial, é comum que a demanda por roupas e itens de vestuário também cresça — até porque, as pessoas precisam se vestir, não somente para terem mais estilo, como também, para se protegerem das mudanças climáticas e desfrutarem de mais conforto ao longo do dia. Em paralelo, também aumentou o número de marcas e indústrias que estão investindo no segmento têxtil e, consequentemente, produzindo mais e mais itens.

E para confeccionar tantas coisas e atender às necessidades da população, tais empresas utilizam, de forma intensa, os recursos naturais presentes no planeta. Esse é o caso da água, do algodão e demais materiais que podem ser encontrados em nossas roupas.

Mas não é só isso, viu? Além de consumir estes recursos, a indústria têxtil utiliza várias substâncias para fazer com que os fios dos tecidos estejam prontos para serem usados por nós. Como resultado, todos esses dejetos — somados aos resíduos desse processo de produção — acabam indo parar nos rios, oceanos e, até mesmo, são absorvidos pelo solo.

Tudo isso, sem mencionar o desperdício de água. Para se ter uma ideia, uma fábrica que deseja produzir, em média, 1 kg de tecido, precisa utilizar 150 litros de água. Destes, 88% são descartados e os 12% restantes são evaporados. Seguindo esse raciocínio, é possível concluir que, uma marca de roupas que confecciona em torno de 600 kg de peças por mês, chega a gastar 1 milhão de litros de água em apenas um ano. É muita coisa, né?

O que a moda sustentável propõe

Com base nestas informações, as pessoas — e, principalmente, as grandes marcas de moda — começaram a levar a sério a chamada responsabilidade ambiental que busca, acima de tudo, evitar seguir as práticas que são constantemente realizadas no fast fashion.

Também conhecido como “moda rápida”, o fast fashion é composto por lojas que lançam coleções a todo momento e incentivam o público a consumir e descartar as roupas com uma velocidade absurda.

A consequência disso é uma só: essas peças vão para o lixo muito mais rápido e acabam intensificando todos os problemas citados anteriormente. Dentre os materiais que são descartados, e que fazem parte desse processo intenso de consumo, estão as fibras sintéticas, os plásticos e os polímeros — que são derivados do petróleo e podem demorar séculos para se decompor. Uma verdadeira destruição para o nosso planeta.

Foi analisando tal cenário que surgiu o conceito de moda sustentável, um movimento que visa trazer diversas mudanças para a indústria têxtil, até alcançar o equilíbrio entre a fabricação de roupas e a proteção dos recursos naturais. A seguir, listamos as maiores propostas sugeridas por essa tendência:

A utilização de tecidos ecológicos

A principal proposta sugerida pelo movimento da moda sustentável, é o uso de tecidos conhecidos como eco-friendly. O algodão orgânico, os tecidos desfibrados e a juta são exemplos de materiais que podem, facilmente, ser aproveitados sem poluir o solo ou os oceanos.

Técnicas alternativas para o tingimento de roupas

Outra mudança super necessária na indústria têxtil diz respeito aos processos de tingimento. Hoje, sabe-se que grande parte das técnicas utilizadas são as grandes responsáveis por contaminar o solo e a água do planeta. A alternativa, então, seria investir no uso de tintas naturais e atóxicas.  

Reutilização de materiais

Com a elevada quantidade de descarte diário de tecidos e outros materiais utilizados na fabricação de roupas, nada mais justo do que reaproveitar o que, em um primeiro momento, pode ir para o lixo.

A parte boa, é que muitas marcas já estão abraçando essa ideia e investindo no chamado upcycling — técnica capaz de reutilizar e dar nova vida a itens considerados antigos ou sem uso.

Proteção animal

As marcas que decidem investir no segmento sustentável devem eliminar, completamente, o uso de todo e qualquer material de origem animal, como as roupas produzidas a partir do couro ou da seda.

Além disso, existem marcas veganas, aquelas que não praticam testes em animais e, em todo o seu processo de fabricação, somente utilizam produtos de origem vegetal. Estas empresas, porém, são encontradas com mais frequência no universo da beleza.

Maior visão social

Com a intenção de aumentar a produção de roupas sustentáveis, mas manter o custo acessível para o consumidor, algumas grifes do setor estão investindo em regiões brasileiras que são mais pobres. A partir desta atitude, é possível levar mais oportunidade de trabalho a locais onde há grande demanda de mão de obra.

Também é válido ressaltar que a moda sustentável não compactua com o trabalho infantil ou o escravo, sempre priorizando salários dignos, bem como ambientes com boa infraestrutura e que estejam de acordo com as normas da vigilância sanitária.

Criação de roupas com longa durabilidade

A última forma — e super eficaz — de contribuir para uma moda global sustentável, é fabricar roupas com acabamentos e tecidos de qualidade. Em vez de se preocupar em lançar tendências todas as semanas, é importante que as marcas invistam em matérias-primas duráveis, diminuindo o descarte excessivo, feito pelo público a cada mudança de estação.  

Os benefícios da moda sustentável

A longo prazo, a prática da moda sustentável em empresas de pequeno, médio e grande portes conseguirá promover variados benefícios para o planeta e também para a sociedade como um todo. São eles:

  • aumento na qualidade do ar e da água;
  • diminuição na quantidade de lixo produzida diariamente;
  • oportunidade do consumidor ter maior consciência ambiental;
  • menor necessidade de utilizar matérias-primas e maior economia de recursos;
  • economia de gastos com vestuário para a população;
  • grande oportunidade para que as marcas aproveitem novos nichos do mercado.
Os benefícios da moda sustentável

E o consumo consciente?

Caminhando bem ao lado da moda sustentável, está o famoso consumo consciente — um pensamento que engloba todos os setores, desde a moda até os demais serviços que podem ser encontrados no mercado.

Para entender esse conceito, é preciso, primeiramente, ter em mente que todo tipo de compra pode causar impactos sociais. Por exemplo: ao adquirir uma peça nova de roupa, você não estará modificando somente o seu orçamento ou o seu guarda-roupa, como também, poderá estar aquecendo a economia do país ou compactuando para a deteorização do planeta. 

Dito isto, pensar e reconsiderar nossos hábitos de consumo é uma obrigação de todo cidadão que se preocupa com o planeta e a sociedade. Para que você entenda melhor, vamos mostrar alguns dados interessantes. Na era moderna, a humanidade vem consumindo, aproximadamente, 30% a mais de recursos naturais do que a capacidade da Terra tem de se renovar.

De acordo com os estudos, caso nada seja feito, e a sociedade continue com os seus hábitos de consumo, é possível que, em menos de 50 anos, o nosso planeta não consiga suprir todas as nossas necessidades — incluindo as básicas, que é o caso dos alimentos, da água e da energia elétrica.

E nem é preciso ir muito longe para perceber como esse cenário é preocupante. Basta acompanhar as notícias e conferir as catástrofes que acontecem por conta das mudanças climáticas, a quantidade exorbitante de lixo na China e demais países e as estratégias de marketing desenfreada e que possuem um único objetivo: vender cada vez mais. Portanto, para quem pretende fugir desse padrão, o ideal é seguir o caminho oposto e se tornar um consumidor consciente.

Ou seja, podemos dividir esses dois conceitos de duas maneiras: por um lado, temos a moda sustentável, que é voltada exclusivamente ao mundo da indústria têxtil. E do outro, está o consumo consciente, que envolve questões importantes a respeito dos hábitos da população. Super fácil de entender!

O princípio dos 3 R’s

Uma das mais famosas ferramentas do consumo consciente, é o princípio dos 3 R’s — uma proposta para solucionar os problemas enfrentados pelos hábitos de consumo da população. Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as principais práticas do conceito. Saiba mais sobre elas:

Reduzir

Reduzir, como a própria palavra sugere, quer dizer diminuir o consumo de produtos. Na moda, esse fator diz respeito à quantidade de peças de roupas e acessórios comprados todos os meses. A sugestão é que, em vez de consumir mais, os consumidores prefiram adquirir peças de qualidade, que ajudam a reduzir a necessidade de reposição frequente.

Reutilizar

O princípio de Reutilizar significa que podemos usar novamente uma série de materiais originários da indústria da moda. Esse é o caso de peças de roupas antigas, que podem ser utilizadas por outras pessoas ou, inclusive, passar pelo processo do upcycling para ganharem um novo significado.

Reciclar

Temos ainda, o último R, de Reciclar. Essa questão é baseada na utilização de materiais que já foram usados anteriormente e, agora, servirão para a criação de uma nova peça. Tal método pode ser realizado de forma industrial ou artesanal, conforme o estilo e objetivo da marca.

Como colocar em prática a moda sustentável e o consumo consciente?

Como colocar em prática a moda sustentável e o consumo consciente?

A verdade é uma só: mais e mais pessoas estão se conscientizando sobre práticas de consumo. Se antes era chique possuir um guarda-roupa exagerado e adquirir roupas toda a semana, esse pensamento já mudou. A onda é ser sustentável ou eco-friendly, como você preferir.

Mas será que todo mundo sabe como, de fato, tirar todas essas ideias incríveis da teoria e colocá-las em prática? Em caso negativo, pode relaxar. Para te dar uma mãozinha nessa missão, listamos algumas dicas simples, mas super eficazes, para fazer com que o seu closet se torne “verde”. Dê uma olhadinha:

Apoie marcas sustentáveis

Não tem escapatória: se você quer ter um guarda-roupa sustentável, o primeiro passo é apoiar marcas de moda que também abraçam a causa. São empresas que utilizam tecidos ecológicos, dispensam os testes em animais, além de abominar o trabalho escravo e infantil.

Dica bônus: caso esteja encontrando dificuldade para encontrar essas marcas, faça uma pesquisa na internet. Você encontrará inúmeras opções fantásticas!

Pense em quantas vezes a peça será usada

Que atire a primeira pedra quem nunca comprou uma roupa nova e, no fim das contas, deixou a peça esquecida no fundo do armário. Infelizmente, essa prática é muito comum — e também colabora para o desperdício e deterioração do meio ambiente!

Mas sem pânico! Para evitar situações semelhantes, comece a comprar as suas roupas com mais consciência. Isso quer dizer que, antes de sair por aí adquirindo produtos em várias lojas, é preciso analisar se, de fato, aquela peça será bem usada.

Uma solução bacana é sempre se perguntar se aquele produto que você está prestes a levar para casa poderá ser usado por mais de 30 vezes. Acredite, funciona!

Invista em roupas atemporais

Quem é apaixonada por moda, com certeza, fica alucinada assim que as novas tendências são lançadas no street style. Porém, para ter um closet sustentável, a recomendação é deixar essas tendências um pouco de lado e começar a analisar por quanto tempo aquela peça poderá ser usada.

Lembre-se: as tendências são datadas e possuem um prazo para acabar. As roupas atemporais, por sua vez, conseguem fazer parte do seu closet — e looks — em qualquer época ou ocasião. Esse é o caso do blazer, da saia lápis, da camisa branca, da calça jeans, do vestido tubinho, do scarpin e de muitos outros itens.

Depois dessas dicas incríveis, esperamos que você tenha curtido e aprendido mais sobre a moda sustentável e consumo consciente. 

E, como um dos principais mandamentos desses dois conceitos é investir em roupas duráveis, estilosas e de qualidade, que tal aproveitar esse momento e dar um pulinho no Shopping Pátio Savassi?

Ao caminhar por nossas lojas, é possível encontrar diversas marcas que trabalham com peças de altíssima qualidade e que, uma vez adquiridas, poderão durar por muito e muito tempo no seu closet. Você não vai se arrepender!

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